Tendências
14 de março de 2019

Placemaking

o que é ?

Movimento que une habitantes e autoridades na construção e transformação de espaços públicos.

O termo “Placemaking” pode ser entendido como um processo de planejamento, criação e gestão de espaços públicos que estimula interações entre as pessoas e propõe a transformação dos pontos de encontro da comunidade em espaços públicos mais agradáveis e receptivos à população local.

Além de ser um conceito amplo, o placemaking é uma ferramenta prática para melhorar um bairro, uma cidade ou uma região, além de inspirar os habitantes a cuidarem e manterem os espaços públicos, fortalecendo as conexões entre pessoas e os lugares que elas compartilham.

Construir espaços inclusivos e funcionais é um dos maiores desafios da arquitetura nos dias de hoje.

Mas quando se atinge esse patamar, é o ponto de partida para o desenvolvimento econômico, para o sentimento de comunidade, para a identidade cívica e cultural. Investir, mesmo que pouco, na qualidade dos espaços públicos traz um grande retorno para a cidade.

Apesar do placemaking parecer uma tendência atual, ele já era discutido na década de 60 por Jane Jacobs, Jan Gehl e William Holly Whyte, que abordavam questões do urbanismo, contrapondo os projetos modernos da época e buscando a valorização dos espaços para as pessoas.

O trabalho desses profissionais era focado nos aspectos culturais e sociais de reativação de vizinhanças e bairros a partir dos espaços públicos, é o que embasa o conceito aplicado atualmente nas cidades. Outros nomes do urbanismo também participaram desse movimento, e todos tem em comum a valorização dos espaços na cidade para uso humano, em contraponto ao que foi planejado até então, com a priorização do automóvel.

Como funciona o placemaking

O principal objetivo do placemaking é entender os anseios e necessidades da comunidade e tornar os lugares mais agradáveis e atrativos. Ruas, parques, praças e calçadas se transformam em laboratórios a céu aberto para experimentar mudanças simples que podem trazer inumeros benefícios.

Uma das principais referências em Placemaking é o Project for Public Spaces – PPS (Projetos para Espaços Públicos), uma organização americana que auxilia a promover o conceito internacionalmente. Após diversos estudos em cerca de 50 países, o PPS identificou quatro qualidades comuns em espaços públicos bem-sucedidos:

1. Acessos e conexões
2. Conforto e imagem
3. Usos e atividades
4. Sociabilidade

Tendo isto como base, o placemaking permite conectar múltiplas causas e aprofundar seus impactos, o que torna possível falar do conceito como uma nova agenda urbana.

Dessa forma, os espaços públicos devem resguardar os valores das comunidades e devem ser administrados com um enfoque organizacional compartilhado que também deve estar presente na cultura governamental e em seus processos.

Com a adoção do placemaking, podem surgir modelos de gestão mais dinâmicos e eficientes, com a colaboração de especialistas liderando processos de mudança que atuam como fontes econômicas e de inspiração.

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